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O Musical Hair

agosto 11, 2010

Cena do filme de 1979

Eu tenho uma paixão imensa por musicais. Desde que minha mãe e meus tios me falaram do musical HAIR e de como este era o filme da vida deles, eu fiquei bastante aguçado em alugá-lo. No começo, até assustei: um bando de drogados, largadões e que não tomam banho? esse é o filme da vida de vocês? Tá bom! Mas Ao longo do filme eu fui me surpreendendo com as músicas que grudavam, as coreografias fantásticas, a alta crítica social que o filme passava e claro, o figurino deslumbrante.

Hair estreou off-broadway em 1967 com assinatura de James Rado e Gerome Ragni no roteiro e Galt MacDermont nas músicas. Apenas depois de 45 apresentações passou para o teatro da Broadway. Desde lá, são milhares de apresentações, além das centenas de adaptações feitas para outros países. O segredo do sucesso talvez se concentre na nostalgia que todo aquele clima hipponga passa para os nossos pais. No entanto, Hair foi muito mais que um musical, ele confrontou de frente as atrocidades e injustiças que a geração de 60 não aguentava. Como o governo Nixon, a Guerra do Vetnã, o falso moralismo da sociedade, etc.

O musical conta a história de Claude, um jovem do interior que vai à Nova York se alistar no exército dos Estados Unidos. Em meio ao cenário apocalíptico que o Central Park se encontrava, Claude conhece um grupo de hippies que o “libertam” através das drogas e ideologias de amor e paz que eram propagadas nos cantos obscuros do parque. Além das músicas que falavam escancaradamente de sexo e drogas, as letras também continham um alto teor político. Desse modo, não é de se estranhar que a produção teve alguns problemas com a censura, inclusive do Brasil. Menos de um ano após a instauração do AI-5, Ademar Guerra e Altair Lima fizeram a adaptação da peça apesar das diversas censuras que sofreram (como as cenas de nudez). A adaptação para o cinema dirigido por Milos Forman, só pôde ser exibido aqui na década de 80.

O filme de Forman nos deixa arrepiado desde a primeira música. Aquarius se tornou um clássico daquela época. Já no final, ele nos deixa com lágrimas nos olhos. Let the Sunshine é até hoje um hino de libertação e oposição nos EUA (quase como “Pra não Dizer que não falei das Flores” aqui no Brasil).

Produção da Broadway em 2009

Os anos 60 foram um momento muito rico no quesito moda. O que foi se consolidar na década seguinte, a “antimoda” acabou se tornando tendência. As batas floridas, os jeans detonados, as dezenas de Patches nas roupas, o headband e mais um tanto de acessório acabou caindo no gosto das pessoas e até hoje aparece em alguns looks moderninhos. Peguei seis no Lookbook.nu para nos inspirarmos.

Eu curti muito a bolsa hippie do cara no segundo look. As sandálias gladiadoras dão um ar bem 60’s aos looks também, como no segundo look abaixo. Além é claro, das headbands.

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